1. O que é um fundo de investimento?
2. Qual é a diferença entre aplicações em Poupança, SuperPoupe, CDB e Fundos de Investimento?
3. Qual é a diferença entre o administrador e o gestor da carteira de um fundo?
4. Qual é a garantia de uma aplicação em um fundo de investimento?
5. O que é a carteira de um fundo de investimento?
6. O que é o patrimônio líquido de um fundo de investimento?
7. O que é a cota de um fundo de investimento?
8. Como é possível acompanhar a evolução da rentabilidade de uma aplicação em fundos?
9. Quais são as informações que o administrador de um fundo de investimento deve divulgar periodicamente?
10. Um fundo pode apresentar rentabilidade negativa?
11. O que é a "marcação a mercado" dos títulos que integram a carteira de um fundo de investimento?
12. O que é taxa de performance?
13. O que é "chinese-wall"?
14. Como são tributados os rendimentos obtidos nos investimentos em Fundos?
15. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Curto Prazo?
16. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Longo Prazo?
17. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Ações?
18. A rentabilidade dos fundos de investimento é diária?
19. Em que circunstâncias ocorre a incidência de IOF sobre os rendimentos dos fundos de investimento?
20. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Curto Prazo?
21. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Longo Prazo?
22. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Ações?
23. Como são tributados os rendimentos obtidos nos investimentos feitos em Fundos até 31 de dezembro de 2004?
24. O que é a compensação de Imposto de Renda entre Fundos?
1. O que é um fundo de investimento?
O fundo de investimento é uma alternativa de aplicação financeira que oferece aos pequenos investidores os benefícios proporcionados por operações mais sofisticadas do mercado financeiro, como o investimento em Títulos Públicos, CDBs, Commercial Papers, Debêntures, Ações e Títulos da Dívida Externa. O fundo funciona como um condomínio, reunindo e aplicando conjuntamente os recursos de um grupo de investidores. Com isso eles conseguem acessar operações do mercado financeiro que dificilmente poderiam realizar individualmente, pois elas normalmente só estão disponíveis para aplicações de valor mais elevado.
Voltar
2. Qual é a diferença entre aplicações em Poupança, SuperPoupe, CDB e Fundos de Investimento?
A Poupança é uma modalidade de investimento de baixo risco, sem prazo de vencimento, que proporciona rentabilidade mensal de TR + 0,5% ao mês, sem incidência de Imposto de Renda quando o investidor é Pessoa Física.
O SuperPoupe também é uma modalidade de investimento de baixo risco, com vencimento em dois anos, que proporciona rentabilidade mensal de TR + 9,5% ao ano, havendo incidência de Imposto de Renda sobre os seus rendimentos no resgate ou no vencimento, tanto para Pessoas Físicas, como para Pessoas Jurídicas (conforme a tabela de alíquotas regressivas em função do prazo do investimento). O CDB é uma modalidade de investimento com prazo de vencimento e rentabilidade negociados no ato de cada aplicação, havendo incidência de Imposto de Renda sobre os seus rendimentos no resgate ou no vencimento, tanto para Pessoas Físicas, como para Pessoas Jurídicas (conforme a tabela de alíquotas regressivas em função do prazo do investimento).
Os Fundos de Investimento reúnem recursos de um grupo de investidores visando obter ganhos financeiros através da aplicação em uma carteira diversificada de títulos e valores mobiliários. Os fundos são classificados em diferentes categorias (Referenciado DI, Renda Fixa, Multimercado, Ações etc), conforme o grau de risco representado pelos títulos e operações que integram as suas carteiras. As aplicações em fundos não têm prazo de vencimento, e seus rendimentos são diários, havendo incidência de Imposto de Renda semestralmente (nos meses de maio e de novembro) ou no momento no resgate (conforme a tabela de alíquotas regressivas em função do prazo do investimento).
Voltar
3. Qual é a diferença entre o administrador e o gestor da carteira de um fundo?
O Administrador é o responsável pela constituição e pelo funcionamento do fundo, controlando todos os prestadores de serviço (gestor da carteira, custodiante dos títulos, auditores, etc) e zelando pelos interesses dos cotistas. Já o Gestor da carteira de um fundo é responsável pela compra e venda dos ativos do fundo (gestão), segundo os objetivos e a política de investimentos definidos no regulamento do fundo. O Unibanco é o administrador dos fundos de investimento disponibilizados aos seus clientes, e a gestão das carteiras desses fundos é feita pela Unibanco Asset Management, uma das maiores empresas de gestão de recursos no mercado financeiro brasileiro.
Voltar
4. Qual é a garantia de uma aplicação em um fundo de investimento?
As aplicações feitas em fundos de investimento são garantidas pelos títulos que compõem as suas carteiras. Embora essas aplicações não contem com a garantia do administrador, do gestor da carteira do fundo ou do Fundo Garantidor de Créditos, os administradores devem respeitar regras de diversificação dos títulos que compõem as suas carteiras que visam reduzir os riscos de perda para os investidores, em caso de insolvência (ou "quebra") de algum de seus emissores (risco de crédito). Além disso, os fundos são classificados em diferentes categorias (Referenciado DI, Renda Fixa, Multimercado, Ações etc), conforme o grau de risco representado pelos títulos e operações que integram as suas carteiras.
Voltar
5. O que é a carteira de um fundo de investimento?
É o conjunto de títulos e valores mobiliários nos quais o gestor aplica os recursos investidos no fundo. Cabe ao gestor da carteira administrá-la conforme as regras previstas no regulamento do fundo, visando maximizar os rendimentos dos seus cotistas.
Voltar
6. O que é o patrimônio líquido de um fundo de investimento?
O patrimônio líquido de um fundo é o valor de todos os ativos e operações que integram a carteira do fundo, descontadas as despesas e a taxa de administração.
Voltar
7. O que é a cota de um fundo de investimento?
É uma parcela do patrimônio de um fundo. Assim como o patrimônio de uma empresa é dividido em ações, o patrimônio de um fundo é dividido em cotas. Ao aplicar seu dinheiro em um fundo, o investidor adquire uma quantidade de cotas (tornando-se, assim, "cotista" do fundo). Todos os dias o administrador deve calcular e divulgar o valor da cota dos fundos por ele administrados. Quando o valor da cota aumenta, é sinal que os ativos que compõem a carteira do fundo se valorizaram. Quando esse valor diminui, os ativos que compõem a carteira do fundo se desvalorizaram. Para que um investidor saiba o saldo atualizado do seu investimento no fundo, basta multiplicar a quantidade possuída de cotas pelo valor atualizado da cota do fundo.
Voltar
8. Como é possível acompanhar a evolução da rentabilidade de uma aplicação em fundos?
Através da evolução do valor das cotas do fundo. Todos os dias o administrador divulga o valor das cotas e também a rentabilidade dos fundos administrados. Ao calcular a cota de um fundo, o administrador desconta o valor das taxas de administração, de performance (se houver) e demais despesas do fundo. A rentabilidade dos fundos abertos ao público é divulgada diariamente no site da ANBID, da CVM e em alguns jornais de grande circulação.
Voltar
9. Quais são as informações que o administrador de um fundo de investimento deve divulgar periodicamente?
O administrador deve divulgar diariamente o valor da cota e do patrimônio líquido do fundo, e remeter uma vez ao mês um extrato aos cotistas demonstrando o saldo dos seus investimentos.
Voltar
10. Um fundo pode apresentar rentabilidade negativa?
Sim, fundos de investimento podem apresentar rentabilidade negativa (ou reduções no seu patrimônio líquido). Isso pode ocorrer em função de mudanças nas condições de mercado que ocasionem depreciação no valor desses títulos. Um fundo que possua títulos prefixados em sua carteira, por exemplo, pode apresentar rentabilidade negativa quando ocorre uma abrupta e inesperada elevação na taxa de juros praticada pelo mercado. Já os fundos que possuem uma parte da sua carteira composta por ações ou títulos da dívida externa pode apresentar rentabilidade negativa à medida em que o preço desses ativos no mercado se desvalorize. Além disso, fundos que realizam operações com derivativos (mercados futuros e de opções) para alavancagem (aposta em determinadas tendências do mercado visando a obtenção de ganhos extraordinários) podem comprometer grande parte do seu patrimônio quando ocorrem mudanças bruscas no cenário econômico. Finalmente, outro fator que pode influenciar negativamente a rentabilidade de um fundo é a possibilidade de insolvência ("quebra") do emissor de algum título que componha a sua carteira de investimentos. Os fatores de risco que podem ocasionar rentabilidade negativa em um fundo de investimento estão indicados em seu Regulamento.
Voltar
11. O que é a "marcação a mercado" dos títulos que integram a carteira de um fundo de investimento?
A "marcação a mercado" consiste na atualização diária do valor dos títulos que integram a carteira de um fundo de investimento, com base nos preços praticados pelo mercado. O objetivo desse procedimento é assegurar que o valor desses títulos (e o patrimônio do fundo) reflitam exatamente as condições de mercado, impedindo que alguns cotistas com acesso mais rápido a informações sobre o dia-a-dia da economia se beneficiem com movimentos de aplicação e resgate nos fundos, em momentos de mudanças mais significativas no cenário econômico. Para outras informações, confira o Manual de Marcação a Mercado.
Voltar
12. O que é taxa de performance?
É um tipo de taxa de administração cobrado quando a rentabilidade do fundo supera a variação de um indicador de referência (chamado de "benchmark" do fundo), previamente estabelecido em seu regulamento. A taxa de performance é provisionada diariamente e cobrada semestralmente, quando a rentabilidade acumulada do fundo em cada novo período de cálculo for superior ao percentual estipulado sobre a variação acumulada do "benchmark". Os principais "benchmarks" utilizados para a definição de taxas de performance são o CDI (no caso dos fundos de renda fixa), o Ibovespa e o IBX-50 (no caso dos fundos de ações).
Voltar
13. O que é "chinese-wall"?
É a separação entre as atividades de administração e gestão de um fundo de investimento, e as demais atividades da instituição financeira administradora, visando evitar o surgimento de conflitos de interesses entre as duas atividades. A gestão das carteiras dos fundos de investimento administrados pelo Unibanco é feita pela UAM-Unibanco Asset Management, que possui uma equipe de profissionais dedicados a essa atividade, assegurando o "chinese-wall".
Voltar
14. Como são tributados os rendimentos obtidos nos investimentos em Fundos?
Os Fundos de Investimento são classificados em 3 categorias para fins de tributação:
- Fundos de Curto Prazo: são aqueles cujos investimentos são realizados em títulos indexados à CDI/Selic, papéis prefixados e/ou operações compromissadas, com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias. No resgate de recursos desses fundos pode ocorrer a incidência de duas alíquotas distintas de Imposto de Renda na Fonte sobre os rendimentos, dependendo do tempo em que os recursos permaneceram aplicados:
|
Alíquota |
Prazo da Aplicação |
|
22,5% |
até 180 dias |
|
20,0% |
181 dias ou mais |
- Fundos de Longo Prazo: são aqueles cujas carteiras de títulos têm prazo médio maior que 60 dias e/ou vencimentos superiores a 375 dias. No resgate de recursos desses fundos pode ocorrer a incidência de quatro alíquotas distintas de Imposto de Renda na Fonte sobre os rendimentos, também dependendo do tempo em que os recursos permaneceram aplicados:
|
Alíquota |
Prazo da Aplicação |
|
22,5% |
até 180 dias |
|
20,0% |
entre 181 dias e 360 dias |
|
17,5% |
entre 361 dias e 720 dias |
|
15,0% |
721 dias ou mais |
Tanto os Fundos de Curto Prazo como os de Longo Prazo estão sujeitos ao recolhimento semestral de Imposto de Renda na Fonte, no último dia útil dos meses de maio e novembro de cada ano, por meio da redução da quantidade de cotas. Nos Fundos de Curto Prazo esse recolhimento ocorre com base na alíquota de 20% sobre os rendimentos acumulados, enquanto que dos Fundos de Longo Prazo a alíquota é de 15% (eventuais ajustes em relação à alíquota efetiva de acordo com o prazo de permanência são processados no momento do resgate).
- Fundos de Ações: são aqueles que possuem no mínimo 67% de suas carteiras compostas por ações. No resgate de recursos desses fundos ocorre a incidência de Imposto de Renda na Fonte à alíquota de 15% sobre os rendimentos obtidos, independentemente do período de tempo em que os recursos permaneceram aplicados. Nos Fundos de Ações não há recolhimento semestral de Imposto de Renda na Fonte.
Voltar
15. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Curto Prazo?
Por serem mais conservadores, os Fundos de Curto Prazo são indicados para a parcela dos seus recursos cuja necessidade de resgate pode ocorrer em curtos períodos de tempo (investimentos com prazo previsto para resgate de menos de um ano).
Voltar
16. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Longo Prazo?
Os Fundos de Longo Prazo são alternativas indicadas para a parcela de recursos que pode permanecer investida por um período mais longo de tempo (acima de um ano), quando os impactos de eventuais oscilações nas taxas de juros tendem a ser minimizados.
Voltar
17. Quando é mais indicada uma aplicação em Fundos de Ações?
Os Fundos de Ações são alternativas indicadas para a parcela de recursos que pode permanecer investida por um período mais longo de tempo, e em relação à qual existe a disposição de se correr mais risco comparativamente aos Fundos de Curto e Longo Prazo, tendo como contrapartida a expectativa de um diferencial de rentabilidade (dependendo da evolução do mercado acionário).
Voltar
18. A rentabilidade dos fundos de investimento é diária?
Sim. Tanto a rentabilidade como a possibilidade de solicitação de resgates nos Fundos de Investimento Unibanco são diárias.
Voltar
19. Em que circunstâncias ocorre a incidência de IOF sobre os rendimentos dos fundos de investimento?
Nos Fundos de Curto Prazo e nos de Longo Prazo há a incidência do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras) para os resgates solicitados até 29 dias após a data da aplicação (confira a tabela de alíquotas). Não há incidência de IOF sobre os resgates em Fundos de Ações.
Voltar
20. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Curto Prazo?
Clique aqui para verificar os fundos do Unibanco classificados como de Curto Prazo.
Voltar
21. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Longo Prazo?
Clique aqui para verificar os fundos do Unibanco classificados como de Longo Prazo.
Voltar
22. Quais são os fundos do Unibanco classificados como Fundos de Ações?
Clique aqui para verificar os fundos do Unibanco classificados como de Ações.
Voltar
23. Como são tributados os rendimentos obtidos nos investimentos feitos em Fundos até 31 de dezembro de 2004?
Os rendimentos obtidos até 31/12/2004 são tributados à alíquota de 20% (alíquota vigente até 31/12/2004). Já os rendimentos obtidos a partir de 01/01/2005 são tributados conforme a tabela de alíquotas vigente a partir de 2005. A contagem do prazo para a aplicação das novas alíquotas depende do tipo de fundo. Para os Fundos de Curto Prazo, aplicações feitas até 30/12/2004 (data em que foi publicada a Lei nº 11.053) têm a contagem do prazo iniciada em 01/07/2004. Já para os Fundos de Longo Prazo, as aplicações feitas até 22/12/2004 (data em que foi publicada a Lei nº 11.033) têm a contagem do prazo iniciada em 01/07/2004. As aplicações realizadas após as respectivas datas têm a contagem de tempo iniciada no próprio dia da aplicação.
No caso dos Fundos de Ações, a alíquota de 15% é aplicada sobre todo o rendimento acumulado do investimento, lembrando que os rendimentos obtidos antes de 31/12/2001 são tributados pela alíquota vigente na época, de 10%.
Voltar
24. O que é a compensação de Imposto de Renda entre Fundos?
A compensação de IR entre Fundos é a possibilidade de compensar eventuais perdas nos investimentos feitos em determinados Fundos (inclusive nos de maior risco), com ganhos obtidos em outros Fundos no momento da apuração do Imposto de Renda Retido na Fonte. Essa compensação só é permitida entre fundos de um mesmo administrador, e que sejam sujeitos à mesma classificação tributária. Trata-se de uma vantagem importante para quem concentra seus investimentos nos fundos de uma mesma instituição financeira.
Voltar |